A cura

A dor é minha, gritar não adianta.
E quando estou sozinha; a dor é tanta.
A dor é minha, ela se definha
Fica contida, calada, presa na garganta.
Se conto, se espantam;
Não querem me ouvir.
O meu corpo canta,
Qu'ele vai sucumbir.
Não mais choro, nem grito a minha fuga
Não canto, nem calo minha tristeza
Tranquilizo, assim, um pouco meu coração
que progressivamente é levado a frieza
Alguém vivo soneta: Pa pan ic ol aou ;(

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